Wednesday, May 09, 2012
Saturday, April 21, 2007
Metade

(Oswaldo Montenegro)
"Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também."
Minha contribuição ao Poema:
"Que eu olhe para a mulher que amo e possa aceitá-la como é
E que eu possa sempre que construir algo me realizar por completo
Porque metade de mim é ciúme e a outra metade é inveja!"
Saturday, March 17, 2007
Medo ... Saudade ... Erro ... Amor
Renato Russo
Ficou na minha boca por mais tempo
De amargo e então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte e cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.
Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E sei que tua correnteza não tem direção.
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque nao vemos
Medo
Não achei definições que me agradaram nos wikis pt da vida, dai vai em inglês mesmo:
en.wikipedia.org/wiki/Fear
en.wikipedia.org/wiki/Fear_(band)
en.wikipedia.org/wiki/Fear_(movie)
Saudade
Saudade é um termo difícil de explicar, existindo tão somente no vocabulário da Língua portuguesa sendo uma espécie de nostalgia, mas mais complexa. É a lembrança de um bem que está ausente. A palavra vem do latim ‘solitate’. No fado e na música popular, a saudade e a partida são temas constantes, tal como o mar. ...
pt.wikipedia.org/wiki/Saudade
Erro
pt.wikipedia.org/wiki/Erro
www.normalizacao.cni.org.br/glossario.htm
https://www2.rural.com.br/manual/ibm/9agloss.htm
www.sergiosakall.com.br/introducao/terminologia.html
www.ceismael.com.br/oratoria/oratoria028.htm
Amor
pt.wikipedia.org/wiki/Amor
pt.wikipedia.org/wiki/Amor_(Leiria)
pt.wikipedia.org/wiki/Amor_(mitologia)
pt.wikipedia.org/wiki/Amor_(sentimento)
www.felipex.com.br/div_louco_dic.htm
geocities.yahoo.com.br/geprudauirapuru/historiasecretabrasil4.htm
minerva.ufpel.edu.br/~ssgremio/definic.htm
Acho que de uma certa forma eram pensamentos como estes que esta música quer destacar ... mas sempre achamos complicado entender o Renato e suas letras, o que de fato se passou na sua cabeça. Esquecemos porém, que o fato de ele tornar públicas suas letras e pensamentos, o libera do fardo de interpretá-las e poem em nossa mão este ato.
O ato por si só se faz, e em cada ser humano uma nova interpretação é criada a cada dia. Desta forma suas idéias nunca envelhecem, uma vez que nós a cada momento estamos lhes dando um significado novo e atual. Propósito esta é a palavra. A cada letra que é escrita, O quanto de propósito lhe damos?
Bem, não foi minha intenção neste post tentar interpretar a letra ou ao menos lhe dar algum propósito, pelo contrário, queria apenas mostrar mais caminhos a interpretação, outros enfoques. Que estas definições sirvam como motivação para que novas interpretações da letra sejam criadas como sentidos e perfis diversos. Assim criaremos mais propósitos e contribuimos cada vez mais para que elas se tornem mais e mais atuais.
Acho que errei na ordem dos sentimentos no título do post. Mas enfim, quem dera tudo tivesse início com medo e terminasse em amor.
Obrigado!
Thursday, February 22, 2007
A Arte de Perder

A Arte de Perder
“A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subseqüente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério. “
Thursday, January 25, 2007
O Ilusionista
Queria postar hj um trecho de um filme que eu adorei, está nos cinemas ainda, logo tive que piratear o texto. O Ilusionista é uma boa produção, com uma boa fotografia e um roteiro maravilhoso, cheio de mistério romance e diversão é um filme encantador.

estamos em um fluxo de tempo.
Nós medimos e marcamos,
mas não podemos desafiar isso.
Não podemos nem ao menos acelerar
ou atrasar.
Ou podemos?
Nunca tivemos a sensação...
de que um lindo momento pareceu
passar tão rápido...
e queriam que pudéssemos faze-lo
durar mais?
Ou ver que o tempo não passa em
um dia tedioso...
e queriam que pudéssemos faze-lo
passar mais rápido?
Asseguro à vocês, eles são
totalmente reais."
Monday, November 20, 2006
Mensagem para os Visitantes
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo músicas e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade,
Já tive medo de perder alguém especial,
Mas vivi! / E ainda vivo!
Não passo pela vida...
e você também não deveria passar.
Viva!
Autor Desconhecido (Pelo menos para mim!)
Friday, October 06, 2006
V de Vingança

V de Vingança, abertura:
Lembre-se do dia
5 de novembro.
A pólvora, a traição
e a conspiração.
Não vejo razão para que a pólvora
da traição jamais seja esquecida.
Mas e o homem?
Sei que se chamava Guy Fawkes.
E sei que em 1605, ele tentou
explodir as casas do Parlamento.
Mas quem ele era na realidade?
Como era?
Lembramos da idéia
totalmente, mas não do homem.
Pois um homem pode fracassar.
Podem capturá-lo,
matá-lo e esquecê-lo.
Mas 400 anos depois, uma
idéia ainda pode mudar o mundo.
Presenciei pessoalmente
o poder das idéias.
Vi pessoas serem
mortas em seu nome...
e morrerem defendendo-as.
Mas uma idéia não pode ser
beijada, tocada ou abraçada.
Idéias não sangram,
sentem dor,
ou amam.
Não sinto falta da
idéia e sim do homem.
O Libertino
Pra início lá vai um trecho que gostei do filme "O Libertino" com Johnny Deep:

Se debaixo da asa gélida da morteSua alma atormentada deve voar encantou as ternasvirgens com prazer e à sua maneira, provocoumedo da forma mais feroz. Longe da compreensão dos tolosencontrariam aalegria a que se negaram defendam-no ajoelhem-se quando se deitar sob a argila macia rezem por ele, que, tarde demais, acreditoupoder resplandecer na sua última hora. Assim chegou, ao descanso eterno. Convertido no leito da morte. O libertino piedoso.
"Nunca me contentei com pouco, não foi? Dêem-me vinho, que até as borras beberei,atirando a garrafa vazia ao mundo. Mostrem-me Jesus em agonia,que eu mesmo monto a cruz, e tiro os pregospara as minhas próprias mãos. Lá vou eu, saindo deste mundo,com a saliva a escorrer sobre uma bíblia. Olho para cabeça de um alfinete...e vejo anjos a dançar. Bem?Gostam de mim agora?Gostam de mim agora?Gostam de mim agora?Gostam de mim...agora?"
Tudo tem um começo...
Porque quando convecionaram as horas, não estabeleceram que os dias tinham que ter 36 horas????
Enfim, são respostas paa perguntas como estas que eu procuro.